Um jovem cientista de Genebra, obcecado pelo segredo da vida e da morte, consegue realizar a façanha mais ousada já tentada por um ser humano: dar vida a uma criatura montada a partir dos restos mortais. Mas, no exato momento em que sua experiência ganha vida, Victor Frankenstein é tomado pelo horror diante do que criou e foge, abandonando sua criatura à própria sorte.
Rejeitada por todos, condenada à solidão e ao ódio do mundo, a criatura aprende sozinha a linguagem, os sentimentos, o desejo de ser amada — e a raiva de, ao contrário, ser sempre rejeitada. Quando seu criador se recusa a lhe dar o que ela pede, a vingança da criatura se abaterá sobre tudo o que Victor ama, em uma espiral de horror, culpa e desespero que arrastará ambos até os gelos do Polo Norte.
Publicado em 1818, quando a autora tinha apenas vinte anos, Frankenstein é o precursor da ficção científica moderna e um dos romances góticos mais influentes já escritos. Uma história atemporal sobre criação e responsabilidade, solidão e monstruosidade — e sobre a pergunta que, até hoje, não deixamos de nos fazer: o que realmente faz de alguém um monstro?