Analogias quânticas no pensamento de Carl Jung. - Inconsciente coletivo, energias numinosas, sincronicidade e psicoide conjugados com a nova física. #949679

di Bruno Del Medico

Edizioni PensareDiverso

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A realidade, tal como a percebemos, é apenas uma superfície sutil sobre um abismo de estruturas invisíveis. Por um lado, a física quântica — com sua matemática precisa e suas leis contraintuitivas — examina as camadas ocultas da matéria, onde as partículas não são mais entidades sólidas, mas possibilidades que se transformam no próprio ato da observação. Por outro lado, a psicologia analítica de Carl Gustav Jung investiga as profundezas da psique, explorando símbolos, arquétipos e conexões sutis que emergem do diálogo secreto entre o inconsciente e a consciência. Dois mundos. Duas linguagens. Duas margens aparentemente distantes. A física quântica nos diz que sob a realidade macroscópica se move um campo de possibilidades invisíveis; Jung nos lembra que sob os pensamentos e emoções individuais atuam tramas coletivas, raízes arquetípicas e esquemas universais. Em ambos os casos, a superfície não é suficiente: é preciso atravessá-la.
Este livro nasce com um objetivo preciso: construir uma ponte. Uma ponte mental e conceitual, capaz de unir a disciplina rigorosa da ciência com a profundidade simbólica da psicologia, criando um espaço onde essas duas visões possam dialogar sem perder sua identidade.
Essa convergência não nasce de uma tentativa de forçar um paralelo. Nasce, ao contrário, de um diálogo histórico que tomou forma já na década de 1940. Jung discutiu longamente com Wolfgang Pauli, um dos pais da mecânica quântica. Pauli, que recebeu o Prêmio Nobel em 1945, buscou em Jung uma orientação psicológica para compreender seus sonhos recorrentes durante um período de profunda crise pessoal. Jung, por sua vez, encontrou no rigor matemático de Pauli um interlocutor capaz de testar suas hipóteses mais ousadas. Seus encontros em Zurique e as cartas trocadas entre 1932 e 1958 criaram um raro exemplo de diálogo entre a ciência e a psicologia profunda. Muitos historiadores da ciência veem nessa correspondência uma das primeiras tentativas sérias de explorar a relação entre a consciência e a física moderna.
Jung falava frequentemente de sincronicidade, um fenômeno que descrevia como uma coincidência significativa inexplicável pelas simples leis de causa e efeito. Pauli, que conhecia bem o comportamento imprevisível das partículas e d s subatômicas, considerava a sincronicidade uma intuição potencialmente próxima de um princípio ainda desconhecido do universo. Jung nunca exigiu que a física confirmasse suas teorias, mas sustentava que a psique e a matéria compartilham uma estrutura comum que a ciência ainda não descreveu completamente.
Hoje, alguns físicos teóricos, como Henry Stapp nos Estados Unidos ou Paavo Pylkkänen na Finlândia, retomaram essas questões. Eles propõem modelos nos quais a consciência poderia se comportar como um campo quântico, capaz de influenciar a realidade de maneiras que não podem ser reduzidas apenas à atividade neural. Essas hipóteses têm o mérito de reabrir um diálogo que havia sido interrompido por muitas décadas. Um diálogo que convida a considerar a consciência não como um subproduto do cérebro, mas como um fenômeno mais profundo que poderia emergir das leis fundamentais do universo.
Nesta interseção entre psicologia profunda, física teórica e filosofia da mente, Jung continua a surpreender. Suas intuições, muitas vezes consideradas ousadas demais para o pensamento científico de sua época, encontram hoje uma nova vida nas fronteiras da pesquisa.
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Altre informazioni:

Formato:
ebook
Anno di pubblicazione:
2025
Dimensione:
4.76 MB
Protezione:
nessuna
Lingua:
Portoghese
Autori:
Bruno Del Medico